Todos serão infectados pelo coronavírus?

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Coronavirus
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Segundo o secretário-executivo do Ministério da Saúde, João Gabbardo, é provável que o novo coranavírus alcance toda a população. Ou seja, todos, ou a maioria, terá contato com o vírus em algum momento. Mas o contágio não quer dizer, no entanto, que todas essas pessoas desenvolverão os sintomas da doença.

Cerca de 86% das pessoas contaminadas com o novo coronavírus apresentam sintomas leves, sem a necessidade de atendimento médico e boa parte nem tem sintomas. Os 14% restantes desenvolvem o tipo grave da doença e precisam procurar hospitais, desses alguns foram internados em unidades de terapia intensiva, e uma fração veio a óbito.

A atual taxa de letalidade no Brasil é de aproximadamente 5% dos casos notificados. O Brasil tem a 8ª maior taxa de letalidade, mas esse número está inflado pela falta de testes na população. Porém se levarmos em conta a média mundial, essa taxa cai para cerca de 3%. A Itália registra a maior taxa, com 12%.

“Todo mundo vai ter contato com o vírus. O que a gente precisa é ter tempo”, disse Gabbardo se referindo à necessidade do isolamento social, para que o sistema de saúde consiga atender a demanda.

Preocupa o secretário-executivo riscos de sobreposição da covid-19 com eventual aumento de casos de outras doenças comuns no inverno brasileiro, como gripe por influenza (H1N1), asma, bronquite. Além de outros atendimentos decorrentes de causas já recorrentes no dia a dia dos hospitais.

Segundo o secretário-executivo, como ocorre em outras doenças, o organismo de muitas pessoas que venham a entrar em contato com vírus reagira produzindo a autoimunidade, o que no futuro, junto com tratamentos e uma vacina a ser desenvolvida, favorecerá a não mais disseminação massiva da doença como ocorre atualmente no Brasil e em outros países. “O fluxo de transmissão começa a diminuir quando já tiver 50% [da população] imunizada”, explicou Gabbardo.