Reflexões – Marcos Castro | Por que o besouro voa?

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Quem me conhece pessoalmente sabe que sou “diferente”; e amo ser!

Gosto de estar único na humanidade; com membros superiores (braços) só meus!

Na época de início da vida escolar causava certa curiosidade!

A curiosidade seduz e gosto disso!

Coleguinhas perguntavam: por que seu braço é assim? Eu respondia: porque sim!

Eu podia responder deste modo, sem “mi, mi, mi”; e ninguém se importava ou se ofendia! E passava a liderar tudo!

Se algo me chateasse ou ofendesse, “metia o braço” (ou o pé) e, logo depois, tudo estava bem! Cresci, me fiz eu! MEU EU!

Brinquei na rua, me esfolava todo – principalmente de byke, skate, patins, carrinho de rolimãs… -, ficava de castigo “direto” (dizem que eu era “da pá virada”), joguei futebol (quase cheguei ao profissional) – meu apelido era “Mãozinha” e o craque do time era meu amigo querido o “Negão” (O “Camisa 10”! Este apelido dele, com imenso orgulho do mesmo, estava escrito nas costas da camisa do nosso time).

Estudei (o faço até hoje), graduação, pós, mestrado…; namorei (muito), casei com uma mulher maravilhosa, fiz família, três lindos (em todos os sentidos) filhos, tenho quatro profissões (as que chamo de trabalho) ….

Cresci, vivi, vivo e sou o cara mais feliz do (MEU) mundo!

Ah, e faço palestras (há décadas) sobre este mundo real, que cada um tem que aprender criar O SEU e não viver o de outrem! Cito isto por ter muita demanda para tal!

Continuem lendo e entenderão não ser, de modo algum, qualquer autopromoção; que, por sinal, considero algo risível (quem faz autopromoção)!

HAVIA TOTAL LIBERDADE DE EXPRESSÃO E NINGUÉM “PADRONIZAVA” ou “ROTULAVA” nada!

A liberdade de expressão faz evoluir, articular ideias, imbricar ao bom debate, apontar e solucionar questões, gerir conflitos (intra e/ou interpessoal), buscar consenso, saber rechaçar opiniões ou críticas…

Tudo inevitável!

Sempre foi e será assim – antropologicamente e sociologicamente – na história da humanidade!

Forma que o humano encontrou de, REALMENTE, TER TOLERÂNCIA REAL – E NÃO IMPOSTA – À IDEIAS DÍSPARES, EXPRESSÕES, FALAS, ATITUDES…, QUE PODEM DESAGRADAR!

A real tolerância “nasce” das situações que desagradam! Não há o que aprender “tolerar” no que agrada, no que já é consenso – imposto -; ou em relação ao que não pode, por imposição ou “censura”, ser, por exemplo, dito!

MINHA OPINIÃO (minha e respeito as demais): qualquer “tolerância” imposta – não natural – não é nada boa!

Passa a ser “ferramenta de controle” que inibe e restringe. Inclusive, debates estimulantes! Não traz crescimento algum; pelo contrário, “diminui”; vem como “efeito rebanho”! Ao que Nietzsche chamou de “Moral do Rebanho” (quem estiver “a fim”, faça uma pesquisinha sobre…)!

“Fabrica” o humano como que numa “linha de montagem” de gente “certinha”, homogênea e padronizada – mas irreal -, impotentes à vida; e muitas vezes, infelizes enganados com uma felicidade irreal!

Se não há liberdade de expressão, psiquicamente irá se “podando” a reflexão e o pensamento! Isto é sério!

Lembrando também que, toda ação tem uma reação!

É assim; é normal reagir ao que desagrada ou incomoda! Cada um, pois, reaja com sua liberdade e não por imposição ao “rebanho padronizado”!

Não faço aqui, lógico, de modo algum, apologia à ofensas e rótulos!

                Vocês já prestaram atenção em um besouro?

                Bichinho estranho: gordo, asinhas estranhas e desproporcionais, meio “avoado”…

                No padrão Aerodinâmico: impossível voar!

                POR QUE O BESOURO VOA? PORQUE NINGUÉM DISSE – OU IMPÔS – A ELE QUE NÃO PODERIA!

Por Marcos Castro
Engenheiro; Especialista em Qualidade e Produtividade;
Mestre em OTH; Educador;
Escritor; Filósofo; Professor Universitário;
Educador; Palestrante; Psicanalista.
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