Reflexões – Marcos Castro | O que aconteceu?

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Este meu nono artigo para a coluna “REFLEXÕES” do “Observatório de Ouro Fino” está sendo escrito em 13.11.20. Portanto, antes do resultado das eleições municipais.

Deve “ir ao ar”, provavelmente, como de costume, na terça-feira – 17.11.20; e você o estará lendo nesta data ou irá lê-lo posteriormente.

Sempre adianto a elaboração de meus artigos, tanto para este site como para os demais meios – digitais e impressos – para os quais escrevo.

Trata-se de respeito e carinho para com os leitores!

 No entanto, sobretudo neste caso, adiantei ainda mais a escrita deste artigo, com pertinentes intenções!

Além das já expostas, me antecipo neste, devido ao teor do mesmo necessitar de total imparcialidade; o que ocorre, facilmente, pelo desconhecimento dos resultados sobre os quais, em contexto, escrevo.

Almejo um artigo que seduza à leitura, mas eloquente e que se registre pela publicação!

O que aconteceu?

Quanto as eleições municipais, nesta data -13.11.20 -, não sei!

O que sei?

Sei que, agora, quando você está lendo este artigo, nossa cidade já tem eleitos: prefeito, vice-prefeito e os vereadores do legislativo.

Sei mais…

Sei que campanhas eleitorais fazem parte do processo democrático e que, se legalmente eleitos, os escolhidos passam a ser “os representantes” de todo o povo. Aqui, de todos os munícipes. Como tal, passam a ser “funcionários públicos”, do público, que, neste caso de eleições, de quem os escolheu para seus funcionários, assim como o são os demais; sejam os concursados, os nomeados e etc.

Como numa empresa privada, onde seus responsáveis pagam os salários de seus funcionários; também na “empresa” pública (em toda as esferas – municipal, estadual e federal), os responsáveis – o povo – o fazem!

Sei mais…

Sei também que, assim como nas empresas privadas, nas públicas deve-se avaliar o desempenho de seus funcionários!

Nas empresas privadas é mais simples!

Será? Talvez não mais!

Nelas, nas empresas de mercado (aquelas privadas), onde impera “a lei da oferta e da procura” para sobrevivência, há normas e procedimentos claros para avaliação de desempenho.

Há a meritocracia instalada; e a ascensão hierárquica ou demissão depende desta avaliação. Avaliação a cargo da decisão de uma pessoa, ou grupo, claramente definido, que tem a autoridade para comando e decisão!

Ah, mas nas empresas privadas é mais simples!

Será? Talvez não mais.

Vejamos!

Basta quem na área pública tem a mesma autoridade – o povo -, aquele que paga, ter semelhante atitude! Simples assim!

Avaliar, analisar, acompanhar, medir desempenho e decidir, via também meritocracia, questões relativas a seus funcionários!

Sei mais…

Dirão: o Marcos está errado, pois na área pública, por implicar em “um comando e autoridade” de todo o povo para com “seus funcionários”, é muito difícil este controle, a análise de desempenho, a meritocracia e “tals”…

Dizem: que acaba virando “terra de ninguém”!

Errado! Eis um claro “problema” ou característica passiva do nosso povo brasileiro!

Desconhece que há leis, resoluções, meios oficialmente vigentes; também para esta gestão – dita pública -, reinvindicações, atitudes meritocráticas, tomadas de decisão e etc.

Até para a tão comentada “estabilidade”, vigente na área pública, há meios e atitudes condizentes com as questões inerentes à avaliação de desempenho e consequente tomada de decisão, se necessário for!

Sei mais…

Sei que o contexto político mundial mudou radicalmente!

Por que?

Redes sociais, digitalização das informações e modo de comunicação em massa!

No cenário em que vivemos, as redes sociais passaram a ser “ferramenta” primordial à tal avaliação de desempenho, controle, meritocracia, liberdade e, declarada força de quem “co-manda”: o povo!

O neologismo “co-manda”, significa aqui “o mandar junto”, “o comandar junto”.

Um exemplo: se insatisfeito u satisfeito com algo experimente ligar para o “0800” ou acionar via “app” a empresa ou instituição para a qual você quer demonstrar sua insatisfação, satisfação e/ou pedir providências! O que acontece geralmente? Nada!

Coloque nas redes sociais, marcando a empresa, ou no “Google”, aquilo que você tentou, via contato “oficial”, relatar à empresa ou instituição.

O que acontece geralmente? Correria para resolver sua demanda!

Enfim, as redes sociais estão aí e, corretamente utilizadas, são fortes aliadas da plena liberdade de expressão!

Continuando.

Quem, atenta e pacientemente, leu até aqui, vamos ao âmbito municipal, à nossa cidade!

Retomo do início: sei que, neste momento, quando você está lendo este artigo, nossa cidade já tem eleitos: prefeito, vice-prefeito e os vereadores do legislativo.

Assim…

  • Terminada a campanha eleitoral, temos selecionados os “nossos funcionários”, “os representantes” de todo o povo do município!
  • Definido o destino municipal para os próximos quatro anos, o caminho democrático agora preconiza, portanto: avaliar, analisar, acompanhar, medir desempenho e decidir, via também meritocracia, questões relativas aos nossos funcionários!
  • No cenário em que vivemos, as redes sociais passaram a ser “ferramenta” primordial à tal avaliação de desempenho, controle, meritocracia e, declarada força de quem “co-manda”: o povo!

Sei o que desejo e para o que rogo.

Para que nossos selecionados tenham pleno êxito no seu trabalho nestes próximos quatro anos; para que as propostas expostas se concretizem em metas a cumprir; para que a gestão pública almeje, cada vez mais, aproximar-se da eficiência da gestão privada; para que nossa amada e espetacular cidade continue crescendo de modo sustentável e estruturado; para que se mantenha o foco na contínua busca de identidade; para que haja continuidade no que de tão louvável foi alcançado; para que se conquiste o que ainda é necessário!

Para que, assim seja!

Por Marcos Castro
Engenheiro; Especialista em Qualidade e Produtividade;
Mestre em OTH; Educador;
Escritor; Filósofo; Professor Universitário;
Educador; Palestrante; Psicanalista.
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