Reflexões – Marcos Castro | O Brasil que importa

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Título curto!

Ambíguo!

Proposital!

Talvez um desabafo nacionalista emocionado e emocional!

                Veio a mim, neste instante, o que, em nosso Hino, escreveu Joaquim Osório Duque Estrada logo na segunda estrofe da primeira parte:

Se o penhor dessa igualdade
Conseguimos conquistar com braço forte,
Em teu seio, ó liberdade,
Desafia o nosso peito a própria morte
!”

                Penhor: “direito real de garantia”.

                Direito real de garantia da liberdade que vem sendo – ainda – conquistado (o direito real), há 520 anos, por um povo forte, resiliente, bom…; mas, devido à belíssimas miscigenações e origens sócio antropológicas, da “da paz” e até passivo demais!

                Será que esta “paz”, no sentido de passividade, não deveria ser refletida, bem mais intensamente, por nossa geração, para desafiar os que tentam “por direito” nos apartar dela?

Será que, exatamente os que deveriam zelar pela igualdade e liberdade, inclusive constitucional, não estão fazendo o oposto; e disseminado a segregação, a censura, a politização judiciária, o desequilíbrio de autonomia entre poderes do estado, a insegurança institucional a polarização manipulada e manipuladora?

                Abuso, novamente, de Joaquim Osório Duque Estrada logo na quarta estrofe ainda da primeira parte:

Gigante pela própria natureza,
És belo, és forte, impávido colosso,
E o teu futuro espelha essa grandeza.

            Impávido: que não tem ou não demonstra medo; que não se deixa abalar pelo temor; corajoso, destemido.

                Será que esta impavidez ainda persiste no nosso mundo real ou somente aparece numa “coragem digital”?

                Será que, aceitando o mar de lama da corrupção – ainda muito presente em vários “poderes” constituídos ou delegados pelos constituídos (como exemplo o “gueto” do crime isolado e protegido, legalmente pelo judiciário, onde a polícia está proibida de entrar) –  continuaremos espelhando nossa merecida grandeza perante o mundo?

                Será que ainda sabemos – ou pelo menos uma parte de nós – valorizar nossa gigantesca natureza; defendê-la contra pretensões obscurantistas e hipócritas de submetê-la a um processo de internacionalização que nos ameaça a soberania?

                Ah Joaquim, como já estamos íntimos, continue me ajudando, agora com a segunda estrofe da segunda parte:

Do que a terra, mais garrida,
Teus risonhos, lindos campos têm mais flores;
“Nossos bosques têm mais vida”,
“Nossa vida” no teu seio “mais amores
.”

                Garrida: com muita exuberância.

Até quando será que, parte de nós se manterá cego e surdo para não compreender a magnitude deste nosso solo – de que também és mãe gentil – e subsolo, cheio de vida, onde se semeia suor e amor; e se colhe alimento e demais insumos para 20% da humanidade?

                Até quando prevalecerá a cega e aceita ingenuidade de alguns, deixando de enxergar e compreender que o futuro do mundo depende         do Brasil, pois alimentamos – através de nosso agro vivo e exuberante – cerca de 1,6 bilhões de pessoas (do total de carca de 8 bilhões de habitantes da terra), que em seus países já, SIM, destruíram suas florestas?

                Nossa Joaquim, prometo ser a última! Penúltima estrofe, segunda parte:

“Mas, se ergues da justiça a clava forte,
Verás que um filho teu não foge à luta,
Nem teme, quem te adora, a própria morte”.

                Por que ainda não todos entendem a necessidade de erguermos a clava forte em prol do nosso País e deixar de “importar” situações e manifestações que não são nossas?

                Por que ainda não todos compreendem que somos a 9ª economia do mundo e que, em breve, seremos mais; pois este mundo longevo dependerá de nós, inclusive para beber água (pesquisem sobre o aquífero SAGA – na região amazônica -, ainda nada utilizado; e que pode dar de beber ao mundo por 250 anos)?

                Mas, e o título deste artigo?

“O Brasil que importa”; onde está?

                Está no Brasil que, economicamente tem uma balança comercial positiva exportando mais do que importa; está no povo brasileiro que não aceitará a censura de quem deveria defender a liberdade constitucional; está nos poderes honestamente constituídos que deverão manter a impavidez no combate a corrupção e manipulação midiática; está na defesa da nossa soberania e no patriotismo; está na plena consciência de todos que a tem em não “importar” situações polarizadoras e de segregação, que tem óbvia intenção de desunir a Nação; está na clava forte e na enxada suada de amor do nosso agro; está na garrida coragem de um povo impávido que não aceitará mais imposições manipuladas do tipo “fique em casa” para outrem nos explorar e tentar dominar; está em cada um de nós, filhos deste solo gentil, que deve a união buscar em combate a desunião que querem impor (tar)…

                Perdão amigo Joaquim, mas faltou o refrão:

“Ó Pátria amada,
Idolatrada,
Salve! Salve!”