Reflexões – Marcos Castro | Educação política e responsabilidade do leitor!

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Voto consciente
Voto consciente (Foto: Reprodução)

Nós, munícipes de todo o País, estamos a poucos dias de um pleito eleitoral que determinará o futuro por, no mínimo, quatro anos.

Nosso futuro durante os próximos quatro anos?

É verdade?

Será tão importante assim?

                Há duas semanas, como comentarista convidado, participei de “lives” promovidas pelo Observatório de Ouro Fino; onde, na oportunidade, em trio, analisamos as propostas de plano de governo dos candidatos ao cargo máximo do executivo de Ouro Fino-MG. Sempre no início destas “lives” ressaltei alguns itens que julgo essenciais. Considerações iniciais da ordem do que é geral e não somente no âmbito municipal; e que dizem respeito à educação política, responsabilidade do eleitor e campanha digital.

                Ocorreu que, com satisfação e a necessária humildade, recebi inúmeras interações – via redes sociais e aplicativos de mensagens – positivas sobre tais considerações.

                O sentimento foi de estímulo e certa apreensão cidadã! Tanto que, nas minhas habituais “REFLEXÕES”, em vídeo, nas redes sociais, desta vez – a pedidos – tratei novamente do assunto e disponibilizei no meu canal do YouTube e Facebook.

                O sentimento criou letras, a apreensão estimulou escritos…

Esta é a coluna “REFLEXÕES” desta semana!

A polarização contemporânea, com as facilidades digitais das redes sociais, tem lá suas nuances incômodas, pois, afinal são “redes SOCIAIS”!

Rede: do latim, CONNECTARE, “atar junto”, “atar um ao outro”, “ligar”.

Assim, notem, há muito de positivo para os que já não tinham aversão alguma a estar “ligado ao outro”, física e presencialmente!

Para muitos, ficou mais fácil “estar ligado”, aprender e apreender, inclusive a respeito de EDUCAÇÃO POLÍTICA! Bom isso!

Pergunte a uma pessoa, “ligada”, os nomes dos ministros do STF, ministros de estado, candidatos a cargos públicos e etc. Com algumas poucas exceções, muitos nomes serão lembrados e facilmente ditos! Pergunte a escalação oficial atual da seleção brasileira de futebol – arrisque-se, também, nos reservas. Com muitas exceções, só alguns poucos nomes talvez sejam lembrados e ditos pela tal pessoa “ligada” no que passou a ser, realmente, importante! E não é no futebol, apesar de ser legal torcer!

Bom isso! Educação política!

Repetindo o início.

Estamos a poucos dias de um pleito eleitoral que determinará nosso futuro por, no mínimo, quatro anos.

Nosso futuro durante os próximos quatro anos?

É verdade?

Será tão importante assim?

                Vejamos…

O Brasil tem hoje 5570 municípios, com população que varia desde 776 habitantes (o menor) até 12 milhões de habitantes (o maior) – dados do último CENSO do IBGE.

Deste total (5570 municípios), 94% tem menos de 100 mil habitantes; imensa participação no PIB e influência plena em emprego, renda e em tudo mais que é necessário.

EIS O FUTURO IMEDIATO DOS PRÓXIMOS QUATRO ANOS!

                Essencial que se compreenda a responsabilidade de cada eleitor, em cada município; e assim, a importância de seu compromisso democrático no pleito político que se aproxima.

                POLÍTICA:  palavra de origem grega que se referia à organização social nas “Pólis” (cidade-estado), nome do qual se derivaram palavras como “Politiké” (política em geral) e “Politikós” – dos cidadãos, pertencente aos cidadãos da “Pólis”!

Ora, assim, de certo modo, certo é que, estaremos selecionando, em todos os municípios do Brasil, os funcionários DO POVO, do que é PÚBLICO, das “Pólis”.

Funcionários de quem os elegerá!

Recorro a ela, “madura, sábia e tão desrespeitada, senhora”:

A NOSSA CONSTITUIÇÃO FEDERAL!

Art. 1º: “A República Federativa do Brasil formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito […]

Parágrafo único: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.

Art. 2º: “São Poderes da UNIÃO (portanto, de Estados e Municípios também) – grifo hermenêutico meu -, independentes e harmônicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judiciário”.

                No Brasil, ainda não temos algum modo de acesso, dito democrático, no que tange à escolha do Judiciário; no entanto nos cabe A SUBLIME RESPONSABILIUDADE DE SELECIONAR NOSSOS FUNCIONÁRIOS DO LEGISLATIVO E DO EXECUTIVO, neste próximo pleito, municipal.

                EIS AQUI EXTREMA RESPONSABILIDADE E IMPORTÂNCIA DO ELEITOR!

                Eleitor que PRECISA entender que, também estará “selecionando” seus funcionários de um dos poderes da República – o Legislativo. Não só Prefeitos e vice-prefeitos – o Executivo.

                Comparem com uma empresa privada, QUE BUSCA EFICIÊNCIA: em toda e qualquer seleção de um candidato, seja ao mais alto cargo ou a uma sempre digna função operacional. Esta empresa ANALISA CURRÍCULOS, PERFIS, FAZ ENTREVISTAS, PROPÕE ATÉ DEBATES (dinâmica de grupo) …

Ora, o que é público, também não requer eficiência, capacidade de gestão e de liderança, propostas de trabalho factíveis, plena e corajosa exposição pessoal (desenvoltura de um líder), personalidade, dinamismo, experiência, formação adequada à função, conhecimento “macro” da “coisa” pública; e tantas outras capacidades?

        Assim, É ESSENCIAL que se analise MUITO BEM, com muita atenção e dedicação. Que esta “seleção” JAMAIS seja por conta de qualquer tradição, influências outras (familiares, por exemplo), indicações ultrapassadas (por exemplo, o famigerado “voto de cabresto”, ou “voto útil”) … QUE SEJA UMA “SELEÇÃO” DO PERFIL MAIS ADEQUADO À FUNÇÃO E DAS PROPOSTAS, PORTANTO!

            A hora, na visão “macro” de Brasil, é de fugir de paradigmas (modelos considerados ideais a momentos que já passaram); é de “pensar fora da casinha”!

                Finalizando do início.

                Estamos a poucos dias de um pleito eleitoral que determinará nosso futuro por, no mínimo, quatro anos. É VERDADE! É IMPORTANTE!