Reflexões – Marcos Castro | 2021 chegou. O que mudou?

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Pois é… Você, provavelmente, estará lendo este artigo por volta do dia 05.01.2021 ou um pouco depois. Portanto, 2021 chegou há uns 5 dias.

                Pense, hoje, agora, para você: o que mudou desde 31.12.20?

                Absolutamente nada!

                Nossa Marcos, que “chatice”! Não, não! Não se chateie ainda comigo. Continue lendo!

                Vou piorar um pouco para testar você!

                Nada mudou e pode não mudar! Depende de cada um de nós!

                No Natal e no Réveillon, nas redes sociais, nós publicamos imagens lindas das nossas mesas enfeitadas (sejam as mesas que forem: das mais simples e singelas às sofisticadas), do que bebemos, do que comemos, de nossas confraternizações entre família e amigos, sorrisos autênticos dos mais lindos dos últimos tempos, abraços calorosos e fraternos, muita, muita alegria ao nos tocarmos!

                Disseram! Mas, não pode!  

Estamos bem no meio da 2ª ou 3ª (sei lá) onda do vírus mutante chinês que assola a humanidade! Quanta irresponsabilidade! Não, não é isso!

O que ocorre é que o povo cansou!

O humano é sinestésico em sua grande maioria!

A pessoa sinestésica é aquela que não se satisfaz apenas ouvindo ou vendo. Ela precisa tocar, experimentar, sentir e cheirar para compreender melhor o seu viver o seu com-viver!

Precisamos disso que nos roubaram; e agora a coisa extravasou!

Gente, é óbvio que precisamos continuar com todos os protocolos de cuidado contra o contágio do vírus chinês; com as profilaxias e tratamentos precoces para quem neles crê; e aguardamos, todos, ansiosos, pelas vacinas; sejam elas apressadas, precipitadas ou mais tardias, boas ou más, mais eficazes ou menos eficazes…. Tudo isso só saberemos daqui, ao menos, uma geração!

Ok! Então, o que está acontecendo?

Se fosse para fazer uma análise ampla, este artigo seria um livro (que aliás está sendo escrito)! Vamos, então, a uma análise bem sintética!

A humanidade está envolta numa desunião polarizada global!

O mundo dividiu-se em duas ideologias geopolíticas e sociológicas que o desuniu globalmente; fazendo com que cada lado só enxergue o seu próprio umbigo, só se informe e se relacione (inclusive e principalmente, óbvio, no mundo digital, das redes sociais) com o que concorda e imagina certo. Não há meio termo! 

Quer um exemplo prático?

Entre aí numa de suas redes sociais ou aplicativo de mensagens e veja a quantidade de “bloqueados”! Simples assim…

Também li de pessoas nas redes sociais a mesma ambiguidade: uns escrevendo que 2020 sequer existiu e o “chutando” para longe e outros descrevendo o que, em introspecção carimbada pelo “fique em casa”, aprenderam. Sem dúvida alguma, como precisamos de introspecção e a ela fomos obrigados, aprendemos sim (minha opinião)!

Refletimos, repensamos, questionamos, reinventamos o viver!

Mas, acho que não basta! Não pode parar nisso!

Tenho um sonho…

Sim, prefiro chamar de sonho, porque eles são latentes (escondidos no inconsciente, só de quem sonha) e ninguém poderá criticar se eu não contar (que chamamos, daí, de sonho manifesto).

Sonho que pudéssemos, os 7,8 bilhões de pessoas do planeta, nos unir, de mãos dadas (hoje isso é possível até no meio digital; bastando acertar o fuso horário), abraçados, pelo bem da humanidade; e até em prol de ações comuns, como por exemplo, no combate ao “esperto” vírus chinês, com coragem e sem medo!

Isto é só um exemplo, pois esta união, no meu sonho, seria para enfrentar tudo que traz sofrimento! E há sofrimentos por todo canto e até bem mais intensos, sabemos, do que o estrago causado pelo “coronga”! Mas, ele é a “bola da vez”!

Abro aqui um parêntese!

“Bola da vez” caracterizada como mais catastrófica do que é pela mídia de necrotério, obscura, que promove o caos e o medo porque precisa de audiência; e pelas farmacêuticas que precisam, gananciosamente, de mais dinheiro!

Trouxe, traz e trará sofrimento?

Sim, lógico! E rogo, como toda a humanidade, que tudo isso logo termine!

Mas, aos assíduos e idólatras torcedores do “Coronga FC” faço lembrar: hoje, no mundo, infelizmente, já ocorreram cerca de 2 milhões de mortes pela COVID-19; somos cerca de 8 bilhões de terráqueos; portanto, o vírus matou 0,025% dos nossos e isso, lógico, sim dói muito! No entanto, no início do século passado a gripe espanhola dizimou 2% da população mundial (cerca de 100 milhões de pessoas). A humanidade evoluiu muito cientificamente e isso jamais acontecerá novamente!

Ah, ia me esquecendo: como já orientei aqui mesmo em outros artigos, por diversas vezes, é essencial para ter dados reais comparativos e lembrar que as demais doenças ainda matam (bem mais que a COVID-19; e pioraram pelo fato das pessoas terem medo de ir a um hospital, fazer exames e etc.), consultar o https://transparencia.registrocivil.org.br/especial-covid.

Fecho parêntese!

Voltemos ao sonho…

Seria mesmo um sonho?

Cada um de nós precisa mudar seu modo de enxergar as coisas; se não a humanidade (pelo menos esta que conhecemos) não evoluirá e continuará padecendo numa globalizada desunião! Precisamos acordar!

Ouso emprestar da sensibilidade de Carlos Drummond de Andrade que, em poética verdade, um dia escrevera: “Para sonhar um ano novo que mereça esse nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo. Eu sei que não é fácil, mas tente, experimente…. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.

Por Marcos Castro
Engenheiro; Especialista em Qualidade e Produtividade;
Mestre em OTH; Educador;
Escritor; Filósofo; Professor Universitário;
Educador; Palestrante; Psicanalista.
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