Diretor da Santa Casa de Ouro Fino se diz muito preocupado com atual situação do coronavírus

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Santa Casa
Santa Casa de Ouro Fino (Foto: Divulgação)

Na madrugada desta quinta-feira (25), Octávio Miranda Junqueira, Diretor da Santa Casa de Ouro Fino, publicou um texto e se demonstrou preocupado com a escalada do coronavírus em Ouro Fino e região.

“Um cenário assustador, de colapso da rede de atenção hospitalar se projeta com solidez para esse mês de julho, com pico estimado para o dia 15 se não houver uma retração na escalada de infecção da população de Minas Gerais”, escreveu Octávio Miranda, sobre o que pode vir pela frente no enfrentamento do coronavírus.

Ainda de acordo com o Diretor da Santa Casa, de uma semana para outra, aumentou em 400% a ocupação dos leitos de isolamento na Hospital de Ouro Fino. “Um susto! Esperado, é verdade, mas, um susto. Pra agravar, infelizmente, tivemos um óbito e dois dos nossos colaboradores foram afastados com suspeita de adoecimento. Estão em isolamento domiciliar e todos estamos em oração para que não seja nada grave”.

Em comparação a outros Estados, Minas Gerais se comportava bem em relação ao coronavírus. Os números eram baixos e a ocupação de leitos em hospitais estava controlada. No entanto, no mês de junho a situação do Estado mineiro piorou, e os casos de Covid-19 aumentaram drasticamente.

Octávio Miranda também destacou o relaxamento das pessoas em relação aos cuidados no combate ao vírus. “Na cidade, pessoas sem máscaras (ou com as máscaras no queixo…) desrespeitam as orientações das autoridades de saúde e se aglomeram pelas ruas. Passeiam despreocupadas como se a pandemia não fosse por aqui”.

Além disso, Octávio revelou que, em contato com outros gestores hospitalares, foi informado sobre a falta de medicamentos, contaminação de profissionais de saúde e risco real da falta de leitos. Em Ouro Fino, dois colaboradores da Santa Casa foram afastados, com suspeita de coronavírus.

O Diretor da Santa Casa finalizou seu texto pedindo a colaboração de todos. “É nossa obrigação redobramos os cuidados para a nossa própria segurança e das outras pessoas, como uso de equipamentos de proteção, distanciamento social e etiqueta respiratória. Precisamos trabalhar, sim! Mas, precisamos sobreviver pra isso. Portanto, se você pode ficar em casa, fique! Se você precisa sair, atenção e prudência!”