Ambulante foi orientado pelo fiscal Luiz Américo um dia antes de ter sua mercadoria apreendida

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Primeira autuação feita pelo fiscal Luiz Américo
Primeira autuação feita pelo fiscal Luiz Américo (Foto: Reprodução/Canal Sul das Gerais)

A polêmica envolvendo o fiscal de Ouro Fino, Luiz Américo e o comerciante ambulante de frutas deu o que falar nesta quinta-feira (28). O vendedor, sem alvará, foi impedido de continuar suas vendas no centro de Ouro Fino, fato este que revoltou a população ourofinense.

De acordo com Paulo Henrique Melo, Procurador Geral do Município, em entrevista ao repórter Alexandre Megale, do canal Sul das Gerais, Luiz Américo encontrou o vendedor no centro da cidade na última quarta-feira (27). Sabendo que o mesmo estava irregular, o fiscal orientou ao ambulante que procurasse a prefeitura para solicitar uma autorização para comercializar suas frutas. Após isso, Luiz Américo se retirou do local e continuou seu trabalho.

Nesta quarta-feira (28), o fiscal voltou a encontrar o vendedor no centro de Ouro Fino. Como o mesmo não havia procurado a prefeitura e continuava vendendo sem autorização, Luiz Américo realizou seu trabalho de fiscal e apreendeu a mercadoria, já que o mesmo estava praticando um ato ilegal dentro do município.

Imagens de segurança mostraram toda a ação de Luiz Américo, nos dois dias que esteve conversando com o vendedor ambulante. O fiscal em nenhum momento agrediu o senhor, apenas usou sua força para derrubar o carrinho de mão, que estavam armazenadas as frutas. O que não deveria ter sido feito dessa forma, afinal o uso de força não era necessário.

Neste momento, tentando impedir que as frutas caíssem, o vendedor ambulante acabou caindo na rua, o que causou revolta na população. Porém, não foi intenção de Luiz Américo derrubar o senhor.

O fato deixa claro que o vendedor estava irregular e não poderia estar ali vendendo as goiabas daquela maneira, por isso, o fiscal estava fazendo sua obrigação de fiscalizar e com toda razão.

Mas por outro lado, a maneiras e maneiras de se realizar a fiscalização e fazer valer a lei. O fiscal poderia ter cumprido sua obrigação sem provocar tumulto, desordem e causar a revolta da população com sua atitude grosseira. Fica claro a falta de preparo e empatia do fiscal, que precisa urgentemente ser melhor orientado sobre como realizar seu importante trabalho.

Abaixo, você confere a matéria completa com Alexandre Megale e confere a gravação das câmeras de segurança do local: